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Coleção Crespi Prado
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A partir de 8/6/10 a Coleção Crespi Prado estará temporariamente fechada à visitação. A exposição, que traz o legado dos moradores da residência hoje ocupada pelo MCB, Fábio Prado e Renata Crespi, passará por releitura. É possível conferir aqui no site do Museu as peças que estiveram em cartaz.
 
O legado de Fábio Prado e Renata Crespi, amealhado ao longo de 49 anos de união e amor à arte e à cultura, cultivado entre pratarias, mobiliário, tapeçaria, ourivesaria, quadros e esculturas, constitui, desde 1975, o patrimônio da Fundação Crespi Prado. A maior parte desse acervo está acessível ao público através de exposição no andar superior e também no hall do solar que pertenceu ao casal e hoje abriga o Museu da Casa Brasileira. Entre as belas peças em exibição permanente está o quadro Floresta e Veados, de Cândido Portinari.
 
Uma visita à coleção permite vislumbrar como vivia, na primeira metade do século XX, um casal abastado e importante na vida política e cultural de São Paulo. Em suas recepções, contavam com o serviço de porcelana Vieux Paris, presente de D. Pedro I ao afilhado de casamento Barão de Paramirim, ou então o Serviço de Pássaros de porcelana de Sèvres, trazido de Paris. Os talheres podiam ser franceses, como o faqueiro em vermeil para 95 pessoas, que pertenceu à Marquesa de Santos.
 
Fábio e Renata mesclavam o gosto pela sofisticação européia com peças brasileiras. Um exemplo é o Arcaz de Sacristia, peça da Bahia do século XVII-XVIII, em jacarandá, em exposição no hall de entrada do Museu da Casa Brasileira. Outros destaques são o Oratório policromado, Bahia, século XVIII; a pia batismal em malaquita russa; e o lustre e as arandelas do II Império, todos em exposição na entrada do MCB. No andar superior, uma das peças muito especiais em exposição é a Madonna com Menino, uma escultura em pedra policromada do século XIV em estilo gótico, que se encontrava numa igreja de Vittel, na França. Há também peças da Companhia das Índias, quadros e tapeçarias Gobelin e D´Aubusson.
 
Fábio da Silva Prado (1887-1963) descende de tradicional família de cafeicultores do Estado de São Paulo e se formou em engenharia na Bélgica. Foi prefeito de São Paulo entre 1934 a 1938, período em que fez várias realizações que permanecem ainda hoje no dia-a-dia do paulistano. Em sua gestão foram iniciadas as obras das avenidas 9 de Julho, Rebouças e Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá e Estádio Municipal do Pacaembu. Ele marcou ainda a vida da cidade com a criação, em 1935, do Departamento de Cultura Municipal, cujo primeiro diretor foi o escritor e modernista de 1922, Mário de Andrade.
 
A união com Renata Crespi (1897-1984), filha do industrial italiano conde Rodolfo Crespi, não gerou filhos. Com a morte de Fábio Prado, em 1963, Renata doou à Fundação Padre Anchieta, em 1968, a mansão construída na década de 40 e onde funciona o Museu da Casa Brasileira. Em 1975, ela criou a Fundação Crespi Prado.
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